Brazil

Digamos que você só tenha tv aberta. E não gosta de nenhum canal. Isso não quer dizer necessariamente que você não gosta de televisão, apenas que não gosta dos canais que você conhece. Pode ser que, ao assinar mais cem canais a cabo, você goste de algum.O mesmo acontece com partidos políticos. Pode ser que você não se identifique com nenhum dos que você conhece. isso não quer dizer que você seja contra a existência de partidos políticos, apenas que você não gosta do que você já viu. Outros podem existir, outro partidos, como canais de tv, podem ser criados.Não ter televisão não vai matar ninguém, mas a não existência de partidos políticos é um princípio do fascismo. .A frase ‘o povo unido é povo sem partido’ é atribuída ao general fascista espanhol Francisco Franco. O mesmo conceito foi usado depois por Mussolini. Digamos que Franco e Mussolini não sejam os ideais brasileiros para substituir nossos Sarneys e Renans.O movimento que está nas ruas, manifestando ao mesmo tempo a insatisfação geral da nação e a descoberta do poder popular rapidamente convocado via redes conectadas, é apartidário em princípio. Apoio. Ali na massa, cada um pode ter seu partido, escola de samba, time de futebol, religião, preferência de sabor de sorvete ou pizza, tanto faz. Mas se o que nos leva às ruas é o que temos em COMUM qual o sentido de brigarmos pelo que temos de diferente?

O que acredito é que, entre os que estão se manifestando por algo em comum, há diferenças drásticas de idéias sobre os MÉTODOS de manifestação. E, como a coisa é difusa e livre, um grupo canta, outro dança, todos caminham e alguns tacam fogo, depredam ou vagam em busca de emoções.

Só sei que esse movimento está acontecendo e, pela primeira vez, estamos vendo nossa cara. A cara do Brasil. Um Brasil-consequência de 500 anos de existência, de roubo, escravidão, injustiça social, exploração do povo e da riqueza, por uma minoria inescrupulosa que sempre viu no poder uma forma de alimentar a ambição desmedida através do abuso máximo dos menos favorecidos. Mas também temos uma história de uma cultura solar, colorida, dançante, energética, hospitaleira e todas essas coisas bacanas que vemos em nós como povo.

O Brasil nunca mais vai ser o mesmo a partir de agora. Ele vai ser o que a gente fizer com ele. Só é preciso saber que Brasil a gente quer refazer. E pra isso, é preciso ter bom senso, paciência, informação e civilidade.

Quem viver, verá.

I agree with the author and would like to post my free translation:
Let’s say you only have open broadcast television. And you don’t like any channel.
This doesn’t necessarily mean that you don’t like television, only the channels you know.
Maybe, if you achieve a cable package with over 100 channels, you would like some.
 
The same happens with political parties. Maybe you don’t identify yourself with any of the ones you know. That doesn’t mean you are against the existence of political parties, only that you don’t like what you have already seen.
Others might exist, political parties, like TV channels, may be created.
 
Not watching TV is not going to kill anyone. But the non-existence of political parties is a principle of Fascism.
The saying “A nation united is a nation without parties” is claimed as been said by the Spanish General Francisco Franco. The same concept was used later by Mussolini.
 
Let’s say that Franco and Mussolini are not the brazilian ideals to replace our Sarneys and Renans.
The movement that is on the streets, manifesting at the same time the general dissatisfaction of the nation and the discovery of the popular power, rapidly called through connected networks, is party free at first. I support. In the crowd, each one can have his own political party, samba school, football team, religion, favorite flavor of ice cream or pizza, whatever. If what takes us to the streets is what we have in COMMON, what’s the point of fighting because of what we have different?
What I believe is, among the ones protesting for something in common, there are drastic differences of ideas about the METHODS of protesting. And as the thing is diffuse and free, one group sings, another one dances, all walk and some put things on fire and vandalize or just walk in search of emotions.
 
All I know is that this movement is happening and, for the first time, we are seeing our face. Brazil’s face. A consequence-Brazil existing for 500 years, of theft, slavery, social injustice, exploration of the people and the richness, by an unscrupulous minority, who has seen in the power a form of feeding their unlimited ambition, through the maximum abuse of the less favored. But also we have a history of a tropical, colorful, dancing, energetic and friendly culture, and all those nice things we see in ourselves as a nation.
 
Brazil will never be the same from now on. It will become what we do with it.
We just need to know which Brazil we wanna remake.
And for that happening, it’s necessary good sense, patience, information and civility.
 
Those who live will see.
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